Pessoas: seguem duas resenhas sobre filmes que assisti no último final de semana.
Navalha – sem corte – na carne
Em “Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, a parceria entre o diretor Tim Burton e o ator Johnny Deep continua dando certo... Pelo menos, até a primeira metade do grotesco musical. Todos os elementos que consagraram a dupla estão lá – estética sombria e personagens estranhos, por exemplo –, mas, de qualquer forma, a predileção por seguir uma fórmula comprovadamente bem-sucedida não evita com que o filme se perca, principalmente, em relação ao número excessivo de canções (bem) apresentadas e à quebra de ritmo do meio para o final. Resta saber se a boa impressão causada ainda no início, quando a história do vingativo “barbeiro-serial” que matava seus clientes começa a se desenrolar, não é fruto do inusitado, já que não estamos muito acostumados a ver Depp cantando na telona.
Despertando os instintos mais primitivos
Um filme que começa com uma seqüência de cenas silenciosas e que termina com um final aberto a diversas interpretações pode ser bom? No caso de “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson, que rendeu a Daniel Day-Lewis o Oscar de melhor ator, neste ano, a resposta é sim. E com louvor. Ao basear-se no livro “Oil!”, de Upton Sinclair, para narrar a saga do ambicioso – e impiedoso – Daniel Plainview em sua incansável busca por “sangue negro” – leia-se petróleo –, o diretor não deixa dúvidas quanto à relevância da história que decidiu contar. Mais do que uma trama bem-amarrada, “Sangue Negro” é um verdadeiro tratado sobre os vis efeitos do capitalismo selvagem na humanidade. E põe selvageria, ganância e ausência de escrúpulos nisso. Contundente e obrigatório.
Navalha – sem corte – na carne
Em “Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, a parceria entre o diretor Tim Burton e o ator Johnny Deep continua dando certo... Pelo menos, até a primeira metade do grotesco musical. Todos os elementos que consagraram a dupla estão lá – estética sombria e personagens estranhos, por exemplo –, mas, de qualquer forma, a predileção por seguir uma fórmula comprovadamente bem-sucedida não evita com que o filme se perca, principalmente, em relação ao número excessivo de canções (bem) apresentadas e à quebra de ritmo do meio para o final. Resta saber se a boa impressão causada ainda no início, quando a história do vingativo “barbeiro-serial” que matava seus clientes começa a se desenrolar, não é fruto do inusitado, já que não estamos muito acostumados a ver Depp cantando na telona.
Despertando os instintos mais primitivos
Um filme que começa com uma seqüência de cenas silenciosas e que termina com um final aberto a diversas interpretações pode ser bom? No caso de “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson, que rendeu a Daniel Day-Lewis o Oscar de melhor ator, neste ano, a resposta é sim. E com louvor. Ao basear-se no livro “Oil!”, de Upton Sinclair, para narrar a saga do ambicioso – e impiedoso – Daniel Plainview em sua incansável busca por “sangue negro” – leia-se petróleo –, o diretor não deixa dúvidas quanto à relevância da história que decidiu contar. Mais do que uma trama bem-amarrada, “Sangue Negro” é um verdadeiro tratado sobre os vis efeitos do capitalismo selvagem na humanidade. E põe selvageria, ganância e ausência de escrúpulos nisso. Contundente e obrigatório.
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